16 de mar de 2011

Análise comparativa da sociedade em detrimento da Revolução Industrial e da sociedade em detrimento da Revolução Informacional.

A substituição das ferramentas pelas máquinas, da energia humana pela energia motriz e do modo de produção doméstico pelo sistema fabril constituiu basicamente a Revolução Industrial; revolução, em função do enorme impacto sobre a estrutura da sociedade, num processo de transformação acompanhado por notável evolução tecnológica. A primeira Revolução Industrial desenvolveu os transportes e as maneiras de produção, acelerou a migração do campo para a cidade e a criação de um enorme exército de reserva causando um grande “boom” nas cidades atentando para os problemas que viriam surgir desde então, como a falta de infraestrutura e boas condições de sobrevivência. A Revolução Industrial concentrou os trabalhadores em fábricas. O aspecto mais importante, que trouxe radical transformação no caráter do trabalho, foi à separação: de um lado, capital e meios de produção; de outro, o trabalho.
Em virtude dessa revolução desencadearam outras inovações com os primeiros barcos a vapor e locomotivas, telégrafos e as primeiras iniciativas no campo da eletricidade que levariam anos depois a invenção da lâmpada. A quantidade de mudanças que estes setores promoveram ou mesmo promoveriam num futuro próximo transformaram as distâncias entre as pessoas, entre os países, entre os mercados tornando-os mais curtos. No final do século XIX, o mundo sofreu forte influência devido à conjunção de todas as ciências, que começaram a fundir-se, iniciando um período de rotação dos usos e costumes, giros desenfreados para todos os sentidos. A biologia, química, matemática, economia, antropologia, enfim, todos os ramos do conhecimento humano, sofreram mudanças radicais com novas descobertas ou fusões de conhecimentos antigos agregados a novos dispositivos recém-inventados.
Tão grande foi o número de benefícios e evolução de todos os campos da sociedade que entramos no Século XX com a visão de universo totalmente transformado pelas possibilidades que se apresentavam pelo avanço tecnológico. Os avanços foram se tornando mais visíveis na segunda metade do Século XX os meios de comunicação, enquanto organizadores políticos dos fatos podem ser considerados como precursores da globalização e da revolução informacional e, consequentemente, de todas as distorções que vieram acopladas a estes novos processos de ordem mundial. O cenário global atual, inchado pelas novas tecnologias de informação e de comunicação, apresenta certas particularidades que nos permitem entender os desdobramentos que esses fenômenos trouxeram consigo nas áreas de cultura e de sociedade. O surgimento da rede mundial de computadores reformulou conceitos. Após a internet, todas as mídias tiveram que remodelar-se. Foi o caso da televisão que teve de buscar novas formas de divulgação das informações, jornais que precisaram ter notícias atualizadas constantemente e a sociedade como um todo que precisou rever conceitos e atualizar-se para continuar funções que antes os trabalhos manuais exerciam em empresas.
Como consequência, as relações humanas alteraram-se. Hoje estamos diariamente conectados com amigos e conhecidos dos mais distantes lugares. Podemos falar, ver, ler e até ouvir faltando apenas o contato corporal. As consequências geradas por meio desse novo fenômeno começam a ser sentidas. É a chamada vida on-line, o grande problema do século 21. O excesso dessa revolução informacional não é, de maneira alguma, garantia de que teremos mais democracia, mais liberdade de pensamento, e principalmente, de compreensão de nossos problemas e anseios enquanto ser humano.