7 de jul de 2010

Arquiteturas do Mundo: Forte de Santo Antônio Além do Carmo - Salvador(BA)







O Forte de Santo Antônio Além do Carmo fica no mesmo lugar da extinta “Trincheira Baluarte de Santiago”, construída em 1627 após a expulsão dos holandeses de Salvador. Em 1638, antes da segunda invasão holandesa na Bahia, o Conde de Bagnoli mandou erguer o Forte que acabou funcionando como um dos principais pontos de resistência à invasão impedindo que Maurício de Nassau avançasse sobre território baiano. Construída no início do ciclo da Arquitetura Francesa, desenho de Sebastian Vauban e Jean Massé, as fortificações eram quadradas com baluartes articulados em suas extremidades, aprimorando técnicas de fogo cruzado, trabalho em conjunto com outras fortificações.
Em 1659 foram feitas reformas no Forte ainda sob construção de terra, na época do Consulado de Francisco Barreto e no reinando de D. Afonso VI. A construção de pedra e cal foi realizada numa outra reforma, já no final do século XVII. 
 




Na década de 50, foi transformado em Casa de Detenção só vindo a ser desativada em 1976, sendo que, durante o regime militar, abrigou muitos presos políticos.
No início de 1979, o Forte passou a ser ocupado pelo Bloco Carnavalesco “Os Lord´s”. Em 1981, passou por uma reforma para abrigar o Centro de Cultura Popular. A implantação do Centro contou com o apoio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia – IPAC, Fundação Cultural do Estado da Bahia - FUNCEB e da Prefeitura Municipal de Salvador.








No período de 1982 a 1988, o Bloco Afro Ilê Ayiê realizou seus ensaios no pátio interno da fortificação. Em 1990, as atividades do Centro de Cultura Popular foram praticamente desativadas. Permaneceram funcionando no local apenas duas escolas de Capoeira, o Centro Esportivo de Capoeira Angola, do Mestre João Pequeno de Pastinha e o Grupo de Capoeira Angola Pelourinho, do Mestre Moraes.
O Forte chegou a ser ocupado por populares e depredado. O monumento de destacada importância histórica ficou em estado de ruína. Em 1997, o Ministério da Cultura e o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia – IPAC iniciaram novos estudos para a restauração e reativação do Forte. Os trabalhos foram concluídos em 2006.



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