19 de nov de 2011

Arquitetura: PARQUES TECNOLÓGICOS: NOVA FORMA DE ORGANIZAÇÃO ESPACIAL

Nos últimos 50 anos o desenvolvimento tecnológico nos países acelerou de forma significativa em decorrência, entre outros aspectos, do rápido desenvolvimento da informática e o conseqüente avanço da tecnologia da informação e do conhecimento.De acordo com Dubarle (2002) foi a partir dos anos 60 e 70, que muitos países começaram a valorizar a inovação como elemento crucial para o aumento da competitividade nos setores manufatureiros e de serviços. Estes países iniciaram políticas tanto para estimular transferência de pesquisas públicas para novos produtos e processos quanto para fortalecer setores privados a inovar, tendo como objetivo o aumento nos investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Todo esse conhecimento em um mercado globalizado levou à percepção, por parte dos planejadores, da necessidade de proposição de espaços destinados exclusivamente ao desenvolvimento de novas tecnologias. 
A interação entre universidades e Parques Tecnológicos pode ser encontrada de diferentes formas e em vários níveis. Parques Tecnológicos são conseqüências diretas desta união entre o conhecimento, mercado e governo e da necessidade de criação de um espaço que abrigasse essa nova forma de estrutura.
Existem muitas definições atribuídas ao conceito de Parques Tecnológicos, mas pode-se tomar a definição da IASP (Internacional Association of Science Parks) como oficial.Um Parque Tecnológico é uma organização gerida por especialistas, cujo principal objetivo é aumentar a riqueza da comunidade, através da promoção da cultura da inovação e da competitividade das empresas e instituições baseadas no conhecimento que lhe estão associadas.

Parque Tecnológico de Belo Horizonte-MG

FICHA TÉCNICA
arquitetos: Alexandre Brasil, André Luiz Prado, Bruno Santa Cecília, Carlos Alberto Maciel
prêmios: 1° lugar em concurso nacional
local: Belo Horizonte, MG, Brasil
concurso: 2003
A proposta para o Plano Diretor do Parque Tecnológico de Belo Horizonte tem como principais conceitos:
  • O caráter exemplar que qualquer iniciativa da Universidade deve ter, buscando propor soluções de ordenação do espaço que pressupõem uma abordagem ecologicamente correta, ao mesmo tempo em que têm um rigoroso compromisso com a definição e a caracterização de espaços públicos e abertos, de modo a preservar o vazio urbano, a flora e a  fauna do lugar.
  •  A demarcação dos limites e setores do parque a partir da potencialização de recursos e situações geográficas e ambientais existentes, de modo a complementar a paisagem, ordenar os elementos principais que compõem o parque e equacionar problemas de ordem ambiental e sanitária que extrapolam os limites do terreno. 
  • A definição de uma estrutura urbana e um parcelamento das áreas edificáveis com uma lógica que pressuponha a flexibilidade e a transformação no tempo, diversificando as possibilidades de crescimento do parque ao longo dos anos e permitindo sua implantação em etapas.